Ministra dá prémio máximo aos cobradores de impostos
A Manuela Ferreira Leite vai conceder aos funcionários do fisco um prémio de produtividade, mesmo reconhecendo que estes tiveram baixos níveis de produtividade em 2003.
É um mau princípio, premiar quem não desempenhou satisfatoriamente as sua funções. A fundamentação da decisão assenta, contudo, na necessidade de motivar esta classe para os desafios da cobrança coerciva de impostos em 2004.
Apesar de muito discutível, poder-se-ia aceitar a decisão.
Levanta-se porém uma questão muito importante.
O resto do funcionalismo público!
O resto dos funcionários públicos, ainda que com baixos índices de produtividade, não precisam de ser motivados? O que está previsto para estes trabalhadores?
As contestações, manifestações e greves de sectores do funcionalismo publico não dizem nada ao governo?
Os profissionais das forças de segurança não precisam de ser motivados?
Os trabalhadores da justiça não precisam de ser motivados?
Os profissionais da saúde não precisam de ser motivados?
Onde está o funcionário público que dispensa motivação (excepção ao novo director geral da DGCI)?
Ou a motivação, para além dos trabalhadores do fisco por razões obvias, só abrange as cúpulas da administração pública, com especial destaque para as requisições feitas no sector privado?
Se a cobrança não se verificou por razões de desmotivação dos respectivos trabalhadores ela abre um precedente perigosíssimo que é o de compensar quem não cumpre com as suas obrigações
laborais, acabando por criar junto de toda a restante função pública em sentimento de maior revolta porque verificam que só são compensados os trabalhadores que arrecadam receitas fiscal os outros pouco interessa o que possam ou não produzir. Em conclusão isto é a continuidade do disfile de disparates protagonizados por esta ministra em manifesto desnorte.
Espectacular.
Do melhor que tenho visto.
A tal de motivação, deverá ser gerida pelo novo gestor, que a aplicará se bem aprouver.
Poderá vir a ser uma motivação por objectivos. Quanto aos outros, já estão habituados.
Mais valia dar-lhes, de uma vez, a comissão sobre "contribuinte tramado". Era mais limpinho quanto aos verdadeiros motivos. Ao que isto chegou...
Afixado por: Cotada em maio 31, 2004 10:44 PMDeve-se a curto prazo analisar os resultados e rapidamente começar com incentivos a toda a gente. Mas deve começar por aqui. Porque se toda a gente pagasse o que deve de impostos os impostos baixavam e todos eram mais bem pagos. Com trafulhices só ganha quem sabe e pode e os outros lixam-se. E o dinheiro não estica, logo há que evitar que haja quem meta ao bolso à socapa. Senão nunca há de haver dinheiro para motivar seja quem for! Começa por aí.
Se todos pagassem impostos devidamente, e o sistema fiscal se adaptasse a essa "novidade", a nossa economia, para o que estamos habituados, seria o paraíso.
E na minha opinião, o director nomeado pela Dra. Ferreira Leite devia ganhar 50.000 euros. Esqueçam teorias, façam contas. Acho preferível que receber 500 contos e aceitar subornos.
Espero para ver.
Afixado por: Ricardo Salta em junho 2, 2004 09:32 PM